Como calcular um orçamento de viagem [COM PLANILHA]

Descubra como calcular um orçamento de viagem nesse post!

Como mencionei no post sobre cartão de crédito, débito ou dinheiro em espécie, muitos leitores me mandam e-mails relatando suas dificuldades para calcular um orçamento de viagem.

Realmente, essa parte parece complicada, especialmente para quem nunca foi muito bom em matemática. Adicione então algumas contas de porcentagem para calcular taxas do cartão ou gorjetas, custo-benefício entre milhas aéreas e pagar o preço das passagens, cobranças de impostos além do que está na etiqueta dos produtos em países como os Estados Unidos, e temos quase uma prova de vestibular, rs.

Se for o seu caso, pode parar de se preocupar. A verdade é que, não importa o quão bom você é com os números, é impossível calcular com exatidão quanto você vai gastar em uma viagem. Um orçamento serve para te dar uma estimativa, mas é provável que você esqueça de incluir uma despesa ou outra, e o valor da viagem saia um pouco diferente do que o planejado.

A parte boa é que com a prática, além de aprender truques para economizar, você percebe quais são os gastos que sempre te pegam de surpresa, e começa a lembrar de incluí-los nos próximos cálculos. Dessa forma, a estimativa, mesmo não sendo exata, fica mais próxima da realidade.

Nesse post vou te mostrar quais são as principais despesas que você precisa acrescentar no seu orçamento de viagem, onde costumam se escondem os gastos inesperados e dicas para economizar já no seu planejamento.

Aproveitei e transformei esse post em uma planilha do Excel, assim fica fácil para você preencher os valores de acordo com o seu destino. Para fazer download do arquivo é só colocar suas informações no formulário abaixo. Você também vai ser adicionado na minha lista de e-mails, e vai receber dicas e ofertas exclusivas para os inscritos!

Como montar um orçamento de viagem

Assim como montar um roteiro, calcular o seu orçamento de viagem vai exigir muita pesquisa. Para a maioria dos lugares, os maiores custos serão com documentação, passagens, hospedagem, transporte, alimentação, atrações e compras.

Caso conheça pessoas que já foram para o seu destino, é interessante perguntar quanto elas gastaram (se você tiver intimidade para isso, claro), mas use a resposta como uma estimativa base e faça seus próprios cálculos. Quem já tiver um visto válido para os Estados Unidos, por exemplo, não vai considerar esse valor como uma despesa da viagem. Uma família de quatro pessoas que esteja indo pela primeira vez, no entanto, precisa pagar ao consulado americano a quantia de 640 dólares, aproximadamente 2300 reais na cotação atual, para obter a documentação necessária. Uma busca rápida no Google teria revelado esse gasto inesperado.

Documentação

Para viagens nacionais, o documento de identidade ou carteira de motorista é suficiente para embarcar em ônibus ou aviões.

Para viagens internacionais cujo destino é um país do Mercosul, a identidade também é suficiente. Lembrando que, apesar desse documento não ter uma data de validade explícita, o ideal é que ele tenha uma foto atual e tenha sido emitido nos últimos dez anos. Já vi casos em que as pessoas não puderam embarcar porque a cédula era “muito antiga“. O valor da segunda via varia dependendo do estado.

Para outros países, é preciso emitir o passaporte. Atualmente a taxa para emissão é de R$257,25 e a validade é de 10 anos. A solicitação deve ser feita pelo site da Polícia Federal.

Dependendo do seu destino, pode ser necessário um visto, documento que permite sua entrada no local durante um determinado período de tempo. O ideal é visitar o site do consulado do país e verificar se brasileiros estão isentos dessa formalidade, se precisam tirar visto com antecedência ou se ele é concedido durante a imigração.

Um custo que muitas pessoas esquecem é o da vacinação. Não são todos os países que requerem vacinas de brasileiros, e o site da ANVISA lista quais são as exigências de acordo com cada destino. A mais comum é a de febre amarela, que pode ser tomada de forma gratuita no posto de saúde, mas a da febre tifóide, por exemplo, só está disponível em redes particulares.

Passagens

Existem dois valores para observar na hora de comprar passagens aéreas. Primeiro o custo da tarifa base, e depois o preço dos adicionais como bagagem, refeições (não costumam estar incluídas em voos low-cost) e até entretenimento.

Se for despachar malas e esse benefício não estiver incluído, o ideal é comprar com antecedência para pagar mais barato. No Brasil, é possível economizar até 50% com esse método.

Verifique também se é mais barato comprar os trechos separadamente ou em um único bilhete. Para voos internacionais, costuma ser mais barato partir dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, ou do Galeão, no Rio de Janeiro, e comprar separadamente o trecho da sua cidade para uma dessas metrópoles. Só cuidado pois a franquia de bagagem não é honrada nos voos nacionais que estão em bilhetes separados, e você pode ter que pagar excesso de bagagem.

Para encontrar as melhores ofertas, sugiro usar buscadores como Skyscanner ou Voopter. Crie alertas para monitorar os preços, assim você vai receber por e-mail se houver uma queda de preço.

Outras opções para conseguir passagens com desconto são sites como Passagens Promo ou MaxMilhas.

Você também pode gostar desse post: 8 Sites para encontrar passagens aéreas baratas

Hospedagem

Para calcular o valor gasto com hospedagem, é preciso multiplicar o preço de uma diária pelo número de dias que você vai ficar na acomodação.

Aqui é onde pode existir a maior variação entre orçamentos de diferentes pessoas, pois existem inúmeras opções para economizar. Você pode escolher um hotel bem localizado com uma tarifa um pouco mais cara, mas que vai permitir que você faça tudo a pé e economize ao gastar com transporte. O contrário também é válido, e uma localização mais barata e afastada pode ser a melhor opção se houver uma estação de metrô perto ou se você for estar de carro.

Alguns hotéis no Brasil e nos Estados Unidos cobram uma taxa de resort, que pode englobar desde o Wi-fi até serviços como shuttles grátis, cadeiras de praia e academia. Essa taxa não costuma estar embutida na tarifa, e muitas vezes só é cobrada na hora do check-in. Leia todos os termos antes de fazer sua reserva!

Uma outra opção barata para quem estiver viajando sozinho é se hospedar em hostels. Diferente de um hotel, em um hostel você compartilha o quarto com outros viajantes, ideal para fazer amigos e economizar. Muitos também oferecem café da manhã na diária, e uma boa estratégia é comer bastante para só precisar almoçar no meio da tarde ou já emendar uma refeição só como almoço e jantar, hahaha.

Em ambos os casos, gosto de usar o Booking para conseguir os melhores preços. Além de oferecer as melhores tarifas, ao fazer cinco reservas você alcança o status de genius dentro da plataforma, e tem acesso a descontos e outros benefícios exclusivos.

Em grupo, vale a pena checar formas alternativas de acomodação como o Airbnb, onde é possível alugar apartamentos completos. Além de ser mais barato que vários quartos de hotel, ainda é possível economizar comprando comida no mercado e cozinhando.

Você também pode gostar desse post: 5 Tipos de Hospedagem para usar em Viagens

Seguro Viagem

Apesar de algumas pessoas considerarem esse um gasto desnecessário, eu nunca viajo sem seguro. Inúmeras foram as ocasiões onde não precisei acioná-lo e comprei “à toa“, mas também já precisei de atendimento médico ao redor do mundo e nunca precisei desembolsar um centavo, graças à cobertura de seguradoras como Travel Ace e Assist Card.

Nos Estados Unidos, onde a saúde é caríssima, uma noite no hospital para observação pode chegar a custar US$5000. Imagina uma despesa surpresa dessas? É se sentir melhor e voltar para casa, rs.

Se você não sabe como funciona seguro viagem, ou como escolher o ideal, recomendo a leitura do post sobre o assunto aqui no blog.

A melhor cotação você consegue com a Seguros Promo, que compara o preço entre as melhores seguradoras do Brasil. Você pode pagar em até 12x usando o cartão de crédito, e ainda consegue um desconto extra com o código “ALYSSAPRADO5″.

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Atrações

Nessa parte entram os ingressos para museus, shows, parques temáticos, pontos turísticos, mirantes e até atividades como mergulho, snorkeling, bungy jumping ou passeios de barco. A lista depende do seu destino e de quanto dinheiro tiver para gastar. Lembre de incluir extras como exposições que não estão incluídas no ingresso normal!

Se estiver com o orçamento de viagem mais apertado, recomendo pesquisar por listas de atrações grátis! Aqui no blog eu já escrevi sobre passeios gratuitos em Los Angeles e sobre alguns grátis ou bem baratos em Nova York.

Outra sugestão é incluir essas atividades no roteiro no dia que elas oferecerem desconto. O museu do Louvre, por exemplo, tem entrada franca a partir das seis horas da tarde de sextas-feiras. O mesmo ocorre as terças-feiras no MASP.

Caso queira comprar tours guiados em português, eu sugiro contratar os oferecidos pela WePlann! Além de muitas opções, o preço é ótimo e é possível pagar através de boleto bancário ou em até 6 parcelas no cartão de crédito. O site também vende ingressos para as principais atrações ao redor do mundo!

Transporte

Descubra como calcular seu orçamento de viagem nesse post!

Aqui é preciso decidir se você vai utilizar transporte público, Uber ou alugar um carro para se locomover no destino.

Caso escolha o primeiro, o ideal é calcular quanto gastará por dia. Uma passagem para ir e outra para voltar? Vai fazer duas atrações no mesmo dia e vai direto de uma para a outra, então três passagens? Existe um cartão do transporte que pode ajudar a economizar e fazer transferência entre metrô ou ônibus de graça? Quanto ele custa?

Para descobrir como ir da sua hospedagem até as atrações utilizando o transporte público, eu recomendo utilizar o app de mapas do Google! Aproveite para ler o post que explica como funciona o Google Maps.

Se for utilizar Uber, Cabify ou outros aplicativos, é possível conseguir uma estimativa do valor da corrida online. Lembrando que, no caso dos apps que tem esquema de tarifa dinâmica, esse preço pode sofrer grandes variações em dias de shows ou outros eventos.

Por último, se for alugar um carro, é preciso levar em conta quatro despesas: o valor do aluguel, estacionamento nas atrações e no hotel, pedágios e gasolina. Muitas pessoas fazem a conta utilizando apenas o valor da diária, e esquecem desses outros três gastos. Na Disney, por exemplo, o estacionamento em cada parque custa um adicional de US$20 por dia (quase R$500 na cotação atual se for visitar os seis principais), e existem hotéis na região que também cobram dos hóspedes para usar a garagem.

Se for parar na rua, não esqueça de verificar se é um local permitido, ou você pode acabar com o carro guinchado e uma bela multa. Pesquise também como funcionam os parquímetros no seu destino, e esteja pronto para pagar na moeda local.

Para conseguir a melhor tarifa no seu aluguel de carro, recomendo cotar com a Rentcars. A empresa compara o preço entre as principais locadoras, como Hertz e Alamo, e você pode pagar em reais, sem taxa de IOF e em até 12x no cartão de crédito!

Alimentação

Aqui o ideal é calcular quanto você vai gastar no café da manhã, almoço, jantar e lanches entre essas refeições. A maior parte dos restaurantes disponibiliza o cardápio online em seu site ou no app Foursquare, então você consegue ter uma noção dos preços. Não esqueça de calcular as gorjetas, em muitos países é desse montante que os funcionários tiram a maior parte do seu salário.

Para economizar, você pode comprar alguns itens no supermercado, como pão e manteiga de amendoim, e fazer seu próprio café da manhã e até almoço ou jantar. Essa opção é ideal para quem for se hospedar em apartamentos pelo Airbnb ou em hostels com cozinha compartilhada, mas um frigobar no quarto de hotel já quebra o galho. Em vez de comprar salgados ou outros lanches menores na rua, também aproveite para comprar no mercado onde será muito mais barato.

Caso opte por essa maneira de economizar, é bom olhar os sites dos mercearias da região para ter uma ideia de quanto vai custar cada refeição “feita em casa”.

Compras e lembrancinhas

Por último, sugiro separar uma parte do seu orçamento para compras e lembrancinhas. No segundo caso, você pode estipular um valor máximo para cada familiar ou amigo, e ver o que acha mais legal lá no seu destino.

Para compras pessoais, o ideal é pesquisar os preços dos itens que você já sabe que quer comprar, como eletrônicos, acessórios, roupas ou produtos de beleza. No caso dos Estados Unidos, eu gosto de procurar na Amazon, que tem de tudo um pouco, e ainda posso mandar entregar direto no meu hotel!

Para produtos que são vendidos no Brasil, lembre de comparar o preço convertido em reais, para ver se sua compra realmente vale a pena. Também é importante ficar de olho na cota de isenção de US$500 que cada pessoa tem ao chegar por via aérea no Brasil. Se precisar declarar seus bens, a taxa é de 50% do valor que ultrapassou a cota. Mais informações no site da Receita Federal.

 

E aí estão, todas as dicas para calcular o seu orçamento de viagem e ainda dicas para economizar! Pronto para começar a fazer as contas? Então coloque seus dados no formulário abaixo e faça download da planilha exclusiva para os leitores do blog:

Ah, dica final: caso queira fazer uma estimativa rápida de quanto custa uma viagem para algum destino, eu recomendo consultar o site Quanto Custa Viajar? :)

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Este post tem 3 comentários

  1. Olá, Alyssa! Parabéns pelo artigo, mto claro e com ótimas informações. A dica da Seguros Promo me ajudou, fechei 2 seguros com eles, informando seu código. Mto obrigada! Desejo sucesso no seu mister! Cordialmente, Maria Francisca

    1. Oi, Maria!! Que bom que a dica do seguro te ajudou, a Seguros Promo realmente tem preços ótimos!

      Beijos e obrigada pelo carinho <3

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